Oficina de criação literária na BVL

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Nesta terça-feira, 12 de julho, a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) promoveu a Oficina Criação Literária Urgente, com a escritora Sheyla Smanioto, que conduziu o bate-papo sobre processo criativo, técnicas e referências literárias. A atividade é voltada para quem já escreve e para quem quer começar a escrever. Na primeira aula foi dado um arco teórico sobre o processo de escrita. No encontro seguinte, realizado na quarta, 13, os alunos trouxeram textos de autoria própria e foram avaliados pela tutora.

A oficina teve um público jovem, com referências literárias da geração nascida nos anos 90: Harry Potter, Jogos Vorazes e a best-seller brasileira Paula Pimenta. Ainda no campo estético, se falou de romances como Tempos extremos, de Miriam Leitão, Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão, dos seriados How I Met Your Mother e The Office, além de Franz Kafka, Arthur Schopenhauer e Orhan Pamuk.

Mesmo com este caldeirão de referências tão díspares, Sheyla conduziu o bate-papo para dar sentido ao encontro. Falou de foco narrativo e que o escritor tem que levar o leitor pela mão para algum lugar. Disse também que futuro escritor tem que saber qual efeito quer causar ao leitor. Falou que palavras como ‘amor’, ‘vingança’ e ‘perda’ são muito complexas e ambíguas, ela as considera ‘muletas’. Ou seja, na dúvida tente exemplificar esses conceitos com ações.

O estudante de economia Luis Felipe Carvalho Brizola, 19 anos, disse que gostou muito da oficina. Ficou sabendo da atividade pela equipe de atendimento quando veio devolver um livro. É fã da BVL e tem carteirinha desde os primeiros dias da biblioteca. “Gostei da oficina porque me deu vontade de escrever com mais foco e novas ideias. ”

A tutora da atividade é fã de literatura latino-americana e ama autores como Adolfo Bioy Casares, Ricardo Piglia, Mario Vargas Llosa e Roberto Bolaño. Tem 26 anos e é graduada em Estudos Literários pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com mestrado em Teoria e História Literária pela mesma instituição. Seu primeiro romance, Desesterro, ganhou o Prêmio Sesc de Literatura 2015.

O projeto do segundo, O mal entendido, foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2016 e está em processo de escrita. O livro de contos Selfie servisse, ainda inédito, foi escrito com apoio do ProaAC. Também é autora do livro de poemas Dentro e folha, publicado pelo Coletivo Dulcineia Catadora em 2012. Sheyla contou que já teve experiências em dar oficinas literárias na graduação, mas sempre se surpreende com cada nova atividade. “O mais importante é a troca de experiências e testemunhar o desejo destes jovens em escrever”, finaliza.

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