Eventos do CICV na BVL

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Nos dias 24 e 25 de junho, a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) recebeu dois eventos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CIVC). Na pauta, discussão sobre os problemas que profissionais de saúde sofrem com a violência, seja ela urbana ou de guerra, além dos desafios da cobertura jornalística em conflitos armados.

Na quarta-feira, 24, foi realizada a palestra “Consequências humanitárias da falta de respeito e proteção aos serviços de saúde”. O debate para médicos e profissionais de saúde teve como destaque o case da prefeitura do Rio de Janeiro. A cidade vive às voltas com a violência armada e uma parceria com a Cruz Vermelha apontou caminhos para mitigar e dar mais conforto aos profissionais de saúde da capital carioca. O que foi feito?

A prefeitura carioca criou um modelo chamado Acesso Mais Seguro, adotado em regiões de vulnerabilidade social. Este protocolo é baseado nas informações do território e dá autonomia as unidades básicas de saúde para agir em determinadas situações. Criou-se um score baseado em três categorias: a verde, quando todas as atividades são executadas normalmente; a amarela, em que se observa um período de maior vigilância; e a vermelha, que pode ocasionar o fechamento das unidades de saúde e a evacuação do local.

Para Fernanda Prudencio, ‎gerente da secretaria municipal de saúde do Rio de Janeiro, essa parceria com o CICV “trouxe mais conforto aos profissionais de saúde e deu mais autonomia aos gestores locais das unidades básicas”, comentou.

Na quinta-feira, 25, aconteceu o debate sobre “Desafios da cobertura jornalística em situações de conflito armado e emergências”, que contou com a presença dos jornalistas André Liohn, Lourival Sant’Anna e Yan Boechat. Eles comentaram sobre suas experiências em países como a Líbia, Síria, Somália e Ucrânia. Em resumo, falaram sobre a importância de uma boa preparação para a cobertura jornalística de guerra, que o profissional de mídia não deve se expor a riscos desnecessários, e que o jornalista não deve ser um herói – o foco deve ser sempre contar as histórias das pessoas que passam por conflitos armados.

“Não tenho um grande amor pela fotografia, mas uso a ferramenta para me aproximar das pessoas que estão naquela situação. E é importante conhecer bem a histórias dos lugares por onde você passa, para evitar que o seu registro se torne uma mera propaganda”, relatou Liohn, que está com uma exposição em cartaz na BVL até o dia 5 de julho.

Confira fotos das atividades:

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