Curso de Contação de Histórias na BVL

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O quinto encontro do Curso de Contação de Histórias, uma parceria da Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) com a Associação Arte Despertar, aconteceu nesta quarta-feira dia 8 de março, e com ansiedade, os alunos iniciam a escolha dos contos que serão apresentados no sarau, dia 18, que simboliza o desenvolvimento da turma e o fim de um processo de aprendizado e muitas histórias.

Comandado pelos contadores Fábio Rosa e Cristiana Ceschi, as discussões do dia ficaram em torno das escolhas de histórias para o sarau, dinâmicas corporais e vocais para realizar a apresentação e reflexão sobre as narrativas e a necessidade de envolver outros elementos na contação. Em meio aos questionamentos, Cris tranquiliza os alunos relembrando que o curso é um espaço de experimentação, “devemos testar as diversas formas para representar a história a ser contada e sempre questionar se a história pede elementos para complementar a narrativa, ou não”.

Patrícia Andrade, 52, é coach e buscou o curso para aprimorar seu desempenho profissional, com o intuito de incluir a contação e as técnicas de narrativa em seus cursos e palestras. “Eu entendo que contar histórias é uma ferramenta muito poderosa para se explicar conceitos muito difíceis, e quero saber contar melhor essas histórias”, reforça Patrícia, ao explicar seu desejo em levar as contação para seu trabalho.

Erika Neves, 31, é cenotécnica e atriz, e sua busca é assumir o lugar de contadora e não de atriz com o desenvolvimento do curso. Mesmo em poucos encontros Erika já consegue enxergar possibilidades e compreensões diferentes da área, já que “o teatro possui toda uma estrutura de cena que a contação não possui, e eu queria entender melhor essas diferenças, pois toda vez que eu me vejo contando histórias eu me vejo encenando. ”

A diversidade da turma chama atenção, cada aluno tem uma profissão e interesses diferentes, e o curso desafia e propõe a descoberta pessoal por meio da contação de histórias. Fábio ressalta a importância do autoconhecimento e do desenvolvimento individual de cada aluno, “a arte, independente da linguagem, faz um espelhamento do ser humano, é uma ferramenta de transformação. E a contação de história é uma projeção do ser humano, pois ao narrar uma história, é como se ela fosse sua, você vivencia e passa a se sensibilizar e se conhecer por meio da narrativa. ”

A oficina estruturada em seis aulas tem como objetivo trabalhar a potencialidade das narrativas de literatura oral como uma ferramenta de aproximação, comunicação e expressão. E para quem perdeu o curso na BVL, deve ficar atento, em 2017 os encontros acontecerão também em outros espaços públicos como a Casa das Rosas, o Museu da Pessoa e o Instituto Tomie Ohtake.

Veja fotos da atividade:

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