Atividade maker na biblioteca

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Em julho, a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) preparou uma programação especial para mês de férias com diversas atividades sobre tecnologia. No sábado, 8, o centro cultural promoveu uma curiosa exposição de robôs e brinquedos mecatrônicos e fez a diversão de umas vinte crianças –com ajuda de voluntários, elas criaram um robô artesanal que desenha numa folha de papel. Assim, de forma lúdica e divertida, é apresentado o mundo da robótica, arte e tecnologias digitais para construir, modificar e dar movimento a diversos objetos, brinquedos e criações. Afinal, biblioteca também é lugar de pôr a mão na massa.

A ação foi uma parceria com o Garoa Hacker Clube, um hackerspace localizado em Pinheiros, na zona oeste da cidade. Trata-se de um laboratório comunitário que fomenta a troca de conhecimento e experiências, um local onde pessoas podem se encontrar, socializar, compartilhar e colaborar. Entre as áreas interesse deles estão segurança, hardware, eletrônica, robótica, software, biologia, música, artes plásticas e outras.

Adriano Freitas, um dos integrantes do Garoa, falou que o clube existe há sete anos e que um dos objetivos atuais da associação é levar oficinas para outros pontos da cidade. Ele se mostrou muito satisfeito com a BVL, com a estrutura oferecida e a participação do público, especialmente dos pequenos. O Garoa já fez atividades em centros culturais como a Biblioteca Monteiro Lobato, o CCSP e no Tendal da Lapa. Por mês, de 200 a 300 pessoas visitam o espaço localizado na Rua Costa Carvalho, 567. Ele conta que cerca de 40 pessoas são associadas ao clube.

O robô construído pelas crianças tem as ‘pernas’ de canetinha, um espaço para pilhas e um pequeno motor elétrico – os dois últimos são colados na estrutura feita de papelão. O motor de 3 volts faz uma vibração, o que permite que o dispositivo se mexa e crie desenhos, que podem ou não ser aleatórios. O kit é barato – custa em torno de R$ 15 – e é facilmente reproduzido em qualquer ambiente e por qualquer pessoa que tenha interesse.

Para o empresário Gustavo Cunha, esta atividade foi espetacular. Ele levou para a biblioteca quatro crianças e conta que descobriu a atividade por um e-mail da instituição. “O mais legal ver eles colocando a mão na massa”, conta. A filha dele, Fernanda, 9 anos, concorda. “Acho que esta brincadeira é diferente das outras. Nunca pensei em um robô que pudesse desenhar. Todas as crianças gostam de robôs. Achei uma boa ideia da biblioteca”.

O advogado José Castro também adorou a iniciativa. “O mais interessante é aproximar este público da tecnologia de maneira lúdica”. Ele trouxe os dois filhos para o brincar no parque e ficou sabendo da atividade pelo site. Já o engenheiro Ayrton Aguiar estava mais animado que seu filho, Matheus, 5 anos. “Ele gostou muito, mas sou eu que estou me divertindo”, brinca. “Ele estava louco para fazer o robô. Ficou me perguntando a semana inteira quando seria a brincadeira”.

A programação voltada ao mundo maker continua na BVL até o fim de julho. Entre as ideias que as crianças vão colocar em prática na biblioteca estão iluminar e automatizar uma casinha de bonecas e construir um carrinho de corrida feito de Lego. A agenda do mês está repleta de atividades gratuitas para formar os hackers mirins.

Confira a programação de férias neste link —> https://goo.gl/GjjaPY

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